Natural de Belo Horizonte, formada em Engenharia Civil pela UFMG, Rita cantou profissionalmente pela primeira vez interpretando Elizabeth, na peça Drácula, premiada adaptação de Carl Schumacher do texto de Bram Stocker, sobre a direção de Kalluh Araújo. Logo se apresentaria ao grande público, acompanhada por Eduardo Hazan, cantando a abertura do ballet Relâche (Erik Satie) quando das apresentações da Cia de Dança Palácio das Artes em Belo Horizonte (Grande Teatro do Palácio das Artes) e no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Com estas experiências, tomou gosto pela atividade artística para, em menos de dois anos, despontar como solista do inesquecível Ars Nova, coral que, sob a batuta do grande Maestro Carlos Alberto Pinto Fonseca, conquistou platéias e prêmios internacionais em vários concursos pelo mundo afora.

 

Dona de extensão vocal impressionante, Rita Medeiros confundiu figuras renomadas do meio erudito. Começou sua carreira cantando como mezzo-soprano até, finalmente, se encontrar como um soprano de voz muito aguda.

Em sua inquietação artística, Rita sempre buscou explorar novas formas musicais.  Do contato com colegas da Escola de Música da UFMG, surgiu, em 1997, o festejado Lyrical Jazz, no qual a voz ora potente, ora suave da cantora, acompanhada pelo piano de Rodrigo Teodoro, pelo contrabaixo de Fernando Santos e pela bateria de Werner Silveira, interpretava alguns dos mais famosos standars do Jazz. O quarteto foi sucesso em cada apresentação e a modesta primeira tiragem do CD, que levou o nome do grupo, esgotou num piscar de olhos, se transformando em relíquia para alguns colecionadores da boa música. A semente estava lançada.

Em 2000, Rita cantou sua primeira ópera: interpretou o papel de Lola , na Cavalleria Rusticana de Mascagni, no Grande Teatro do Palácio das Artes, em Belo Horizonte; depois, também em Belo Horizonte, fez a platéia gargalhar como Marcellina, nas Bodas de Figaro de Mozart; protagonizou Carmen, de Bizet, no Teatro Alfa Real, em São Paulo; foi Rosina, no Barbeiro de Sevilha de Rossini (em Belo Horizonte) e Marianna em La serva e l’ussero de Ricci, em Belo Horizonte e São Paulo; no Theatro São Pedro, em Porto Alegre, interpretou a agudíssima Madame Herz, n'O Empresário de Mozart. Em 2010, foi Bersi, em Andrea Chenier; em 2011, foi Fenena, em Nabucco.

 

Em abril de 2013, aconteceu o belíssimo show LYRICAL JAZZ - Rita Medeiros e Big Band do Palácio das Artes, sob a regência de Nestor Lombida e a direção e concepção de Patrícia Avellar Zol.

 

Em outubro e dezembro de 2013, foi a solista do Concerto Sacro de Duke Ellington, com o Coral Lírico de Minas Gerais e a Big Band do Palácio das Artes, sob a regência do Maestro Lincoln Andrade, no Grande Teatro do Palácio das Artes; o concerto se repetiu em maio de 2014, no Teatro Bradesco, com os Maestros Lincoln Andrade e Nestor Lombida se revezando na regência, em dois dias de apresentação. 

 

Em junho de 2013, Rita, sob a direção de Fernando Bicudo, interpretou Phaedra, na estréia mundial da ópera Phaedra and Hippolytus, do americano Christopher Park, no Palácio das Artes, sob a regência do compositor.

 

Rita participou de duas montagens teatrais inusitadas: no belo Pax Fvro, dividia um palco cheio de areia com o contratenor  Sergio Anders e o pianista Wagner Sander, interpretando uma louca que devaneava, alucinada, enquanto cantava maravilhas do canto erudito; no intrigante Bricole ou foi por isso que matei mamãe, ao lado dos atores Letícia Castilho e Marney Heitmann e do percussionista Sergio Aluotto, vocalizando e gritando canções de Erik Satie, interpretou uma rebelde histérica que se transformava em ganso.

 

Rita viveu uma das mais fantásticas experiências de sua carreira artística quando teve arranjos elaborados especialmente para a sua voz pelo compositor e contrabaixista Fausto Borém. Ao lado de Fausto e da pianista Heloísa Feichas, apresentou-se na Convenção Mundial de Contrabaixos de Paris (Bass´ 2008 – International Double Bass Convention – Conservatoire de Paris – Paris/França) e,  ao lado de Fausto e do pianista Marcelo Magalhães Pinto, na Convenção Mundial de Contrabaixos de State College (International Society of Bassist – 2009 ISB Convention - Schwab Auditorium – Penn State University – State College – Pennsylvania/EUA).

 

Mais recentemente, após incorporar o papel de Bersi na montagem da ópera Andrea Chénier (2010, regência de Luiz Fernando Malheiro, direção de André Heller-Lopes), no Grande Teatro do Palácio das Artes e, em 2011, interpretar o papel de Fenena, na grande montagem da ópera Nabucco (regência de Sílvio Viegas, direção de André Heller-Lopes), neste mesmo teatro, Rita Medeiros, agora já com anos de experiência, começou a sentir saudades da deliciosa fusão de Jazz e música erudita que protagonizou em seu antigo grupo. Foi daí que, no princípio de 2012,  resolveu retomar o Lyrical Jazz, agora como trabalho solo, com a participação de músicos covidados em cada nova apresentação. Já participaram desta nova fase do Lyrical Jazz: a pianista Heloisa Feichas, o contrabaixista Enéias Xavier, o contrabaixista Bruno Vellozo, o guitarrista e contrabaixista Magno Alexandre e o baterista Bo Hilbert.

 

O retorno do Lyrical Jazz se deu em 13 e 14 de abril de 2012 (casa lotada) na Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes, com o show 'Round Midnight, que teve direção cênica de Letícia Castilho; a retomada chamou a atenção da Rede Minas de Televisão, que a apresentou no programa Noturno Especial, com o nome de Lyrical Jazz. ​

Uma curiosidade: paralelamente a toda esta produção artística, Rita Medeiros trabalha como servidora pública da 39ª Vara do Tribunal Regional do Trabalho, 3ª Região.